No projeto nos lançamos para o futuro, com base no que temos atualmente e em como queremos modificar ou aprimorar essa realidade. Devemos encara-lo como uma constante reflexão e discussão dos problemas que a escola e a comunidade enfrentam, com foco na busca de alternativas viáveis, as quais, não são descritivas ou constatativas, mas sim constitutivas.
De modo geral, são dois os níveis do trabalho pedagógico: Organização da escola como um todo e organização da sala de aula, ambos com relação ao contexto social em que se inserem. Subentende-se que o projeto dará o rumo a ser seguido à organização do trabalho pedagógico, como o trabalho interno do professor na sala de aula.
Uma nova organização da escola é encarada como ousadia para a comunidade em geral, mas para supera-la precisamos de um referencial teórico para fundamentar o novo projeto, o qual deverá incorporar os interesses da maioria da população. Para que isso seja possível necessitamos mobilizar toda a comunidade escolar através situações espontâneas que os permitam aprender, realizar e pensar o fazer pedagógico de forma coerente.
Os princípios norteadores do plano são: igualdade de condições e oportunidades e qualidade. A escola de qualidade visa evitar de todas as maneiras a evasão e a repetência escolar que implicam na consciência e na ação, saber e mudar.
A escola segue finalidades, e é importante que todos os docentes conheçam e entendam essas finalidades. Elas referem-se aos efeitos pretendidos. É imprescindível detalhar o que se quer reforçar na escola e os detalhes das finalidades para alcançar o que se almeja.
O currículo se refere à organização do conhecimento. E ele também não pode ser afastado da realidade social. O calendário escolar ordena o tempo e consta todos os eventos que ocorrerão durante o ano letivo, enquanto que o horário escolar define a composição e quantia de aulas por disciplina e professor. A avaliação qualifica e oferece subsídios para o projeto político pedagógico, além de direcionar as ações dos educadores e dos educandos. Sem os planejamentos e projetos não haverá organização alguma, muito menos controle, ocasionando um caos que irá prejudicar o processo de ensino e aprendizagem. dos professores para com os alunos.
Qual a importância dessa discussão? Atualmente esses projetos são realizados meramente para cumprir a parte burocrática, sem nenhuma discussão entre o conjunto docente e muito menos a observação da realidade,e quando se há essa observação não são planejadas finalidades com intenção de modifica-la.O planejamento possibilita a mudança entre a parte teórica-metodológica, mas para isso o educador tem que acreditar nessa possibilidade.
O que pode motivar o docente a crer que uma modificação é necessária? Sobretudo o descontentamento com a situação atual. A necessidade de se ter um senso crítico para avaliar as ocorrências da sociedade que estão ao seu redor.
Mas afinal o que queremos com tudo isso? É reforçar que a escola não pode ser dirigida por órgãos da educação superiores que ditam as normas e exercem o controle burocrático, isso sem o conhecimento do contexto social da escola. Ou seja, deve iniciar pela escola, pela análise do contexto em que está inserida, pela fundamentação teórica, pela projeção das finalidades. Sendo assim, a luta é pela busca da autonomia e qualidade de ensino.
E porque esse projeto deve ser iniciado desse modo? Pois nada adianta ensinar para os alunos algum conteúdo específico se no contexto onde se inserem necessitam de conhecimento sobre educação sexual, ou ainda sobre higiene básica. Além da possibilidade de possuírem carências de diversos âmbitos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário