*Referência(s): VASCONCELLOS, Celso dos S. Projeto de Ensino-Aprendizagem. In:VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2012.
Quando construído de modo participativo procura-se restaurar o sentido humano, científico e libertador do planejamento. É dividido basicamente por três partes: 1° Marco referencial, esse é a busca de um posicionamento; 2° Diagnóstico, é a busca das necessidades, 3° Programação, é a proposta de ação. Anteriormente havia uma certa confusão quanto a elaboração do projeto, pois eram valorizadas apenas as boas ideias, as quais não eram efetivadas na realidade. O projeto não deve ficar apenas no âmbito filosófico e sociólogo, mas sim resgatar o valor do mesmo e propor ações concretas na escola.
Nos dias atuais o projeto é encarado como mais uma obrigação. Visto que a preocupação da direção é que a escola funcione, enquanto a dos professores é manter a disciplina e cumprir o programa. Mas, a intenção real é uma metodologia de trabalho que consiste em re-significar a ação de todos os agentes da escola. A necessidade de se realizar um projeto pode ser demandada de toda a comunidade escolar através de um desejo, porém tem de haver uma decisão inicial da direção.
A necessidade de um referencial teórico parte-se do seguinte: há um condicionamento forte para a prática, a qual é fundamental, mas corremos o risco de atuar de qualquer forma por causa da pressão ideológica do ambiente e da rotina, e assim, não conseguimos acertar no foco da necessidade real. Por isto precisamos dessa parte teórica para agirmos de maneira refletida, organizada, sistematizada.
Tem se discutido que o Estado teria tido um certo descaso com a educação quando propôs que as escolas elaborassem o seu próprio projeto político pedagógico, ou seja, de forma autônoma, o qual refletiria no fracasso ou no sucesso de cada escola. Mas, na realidade tudo depende de como a sociedade escolar vai enxergar o projeto. De um lado pode ser encarado como apenas uma cobrança do MEC, e nessa situação não há muito o que se esperar desse risco de manipulação. Mas do outro lado, a escola e a comunidade escolar podem sentir a necessidade de construir ou modificar o projeto para construir a sua identidade, assim sendo um instrumento de luta. Com isso chegamos a conclusão que a autonomia não é como algo a ser, e sim conquistado.
Para iniciar a construção do projeto devemos realizar questionamentos sobre nossa escola,como: a realidade onde está inserida, a comunidade envolvida e as necessidades específicas. Muitas vezes observamos escolas simplesmente copiando propostas e ideias que não condizem com a realidade da escola em questão. Basicamente o projeto atua como um sentido de conjunto para os projetos de ensino dos professores. E a escola deve estar atenta a isto.
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
10/10/2018_ Projeto Político Pedagógico da Escola
*Referência(s): VEIGA, Ilma Passos Alencastro. (org) Projeto Político-Pedagógico da Escola: Uma Construção Possível. 14. ed. São Paulo: Papirus, 2002.
No projeto nos lançamos para o futuro, com base no que temos atualmente e em como queremos modificar ou aprimorar essa realidade. Devemos encara-lo como uma constante reflexão e discussão dos problemas que a escola e a comunidade enfrentam, com foco na busca de alternativas viáveis, as quais, não são descritivas ou constatativas, mas sim constitutivas.
De modo geral, são dois os níveis do trabalho pedagógico: Organização da escola como um todo e organização da sala de aula, ambos com relação ao contexto social em que se inserem. Subentende-se que o projeto dará o rumo a ser seguido à organização do trabalho pedagógico, como o trabalho interno do professor na sala de aula.
Uma nova organização da escola é encarada como ousadia para a comunidade em geral, mas para supera-la precisamos de um referencial teórico para fundamentar o novo projeto, o qual deverá incorporar os interesses da maioria da população. Para que isso seja possível necessitamos mobilizar toda a comunidade escolar através situações espontâneas que os permitam aprender, realizar e pensar o fazer pedagógico de forma coerente.
Os princípios norteadores do plano são: igualdade de condições e oportunidades e qualidade. A escola de qualidade visa evitar de todas as maneiras a evasão e a repetência escolar que implicam na consciência e na ação, saber e mudar.
A escola segue finalidades, e é importante que todos os docentes conheçam e entendam essas finalidades. Elas referem-se aos efeitos pretendidos. É imprescindível detalhar o que se quer reforçar na escola e os detalhes das finalidades para alcançar o que se almeja.
O currículo se refere à organização do conhecimento. E ele também não pode ser afastado da realidade social. O calendário escolar ordena o tempo e consta todos os eventos que ocorrerão durante o ano letivo, enquanto que o horário escolar define a composição e quantia de aulas por disciplina e professor. A avaliação qualifica e oferece subsídios para o projeto político pedagógico, além de direcionar as ações dos educadores e dos educandos. Sem os planejamentos e projetos não haverá organização alguma, muito menos controle, ocasionando um caos que irá prejudicar o processo de ensino e aprendizagem. dos professores para com os alunos.
Qual a importância dessa discussão? Atualmente esses projetos são realizados meramente para cumprir a parte burocrática, sem nenhuma discussão entre o conjunto docente e muito menos a observação da realidade,e quando se há essa observação não são planejadas finalidades com intenção de modifica-la.O planejamento possibilita a mudança entre a parte teórica-metodológica, mas para isso o educador tem que acreditar nessa possibilidade.
O que pode motivar o docente a crer que uma modificação é necessária? Sobretudo o descontentamento com a situação atual. A necessidade de se ter um senso crítico para avaliar as ocorrências da sociedade que estão ao seu redor.
Mas afinal o que queremos com tudo isso? É reforçar que a escola não pode ser dirigida por órgãos da educação superiores que ditam as normas e exercem o controle burocrático, isso sem o conhecimento do contexto social da escola. Ou seja, deve iniciar pela escola, pela análise do contexto em que está inserida, pela fundamentação teórica, pela projeção das finalidades. Sendo assim, a luta é pela busca da autonomia e qualidade de ensino.
E porque esse projeto deve ser iniciado desse modo? Pois nada adianta ensinar para os alunos algum conteúdo específico se no contexto onde se inserem necessitam de conhecimento sobre educação sexual, ou ainda sobre higiene básica. Além da possibilidade de possuírem carências de diversos âmbitos.
No projeto nos lançamos para o futuro, com base no que temos atualmente e em como queremos modificar ou aprimorar essa realidade. Devemos encara-lo como uma constante reflexão e discussão dos problemas que a escola e a comunidade enfrentam, com foco na busca de alternativas viáveis, as quais, não são descritivas ou constatativas, mas sim constitutivas.
De modo geral, são dois os níveis do trabalho pedagógico: Organização da escola como um todo e organização da sala de aula, ambos com relação ao contexto social em que se inserem. Subentende-se que o projeto dará o rumo a ser seguido à organização do trabalho pedagógico, como o trabalho interno do professor na sala de aula.
Uma nova organização da escola é encarada como ousadia para a comunidade em geral, mas para supera-la precisamos de um referencial teórico para fundamentar o novo projeto, o qual deverá incorporar os interesses da maioria da população. Para que isso seja possível necessitamos mobilizar toda a comunidade escolar através situações espontâneas que os permitam aprender, realizar e pensar o fazer pedagógico de forma coerente.
Os princípios norteadores do plano são: igualdade de condições e oportunidades e qualidade. A escola de qualidade visa evitar de todas as maneiras a evasão e a repetência escolar que implicam na consciência e na ação, saber e mudar.
A escola segue finalidades, e é importante que todos os docentes conheçam e entendam essas finalidades. Elas referem-se aos efeitos pretendidos. É imprescindível detalhar o que se quer reforçar na escola e os detalhes das finalidades para alcançar o que se almeja.
O currículo se refere à organização do conhecimento. E ele também não pode ser afastado da realidade social. O calendário escolar ordena o tempo e consta todos os eventos que ocorrerão durante o ano letivo, enquanto que o horário escolar define a composição e quantia de aulas por disciplina e professor. A avaliação qualifica e oferece subsídios para o projeto político pedagógico, além de direcionar as ações dos educadores e dos educandos. Sem os planejamentos e projetos não haverá organização alguma, muito menos controle, ocasionando um caos que irá prejudicar o processo de ensino e aprendizagem. dos professores para com os alunos.
Qual a importância dessa discussão? Atualmente esses projetos são realizados meramente para cumprir a parte burocrática, sem nenhuma discussão entre o conjunto docente e muito menos a observação da realidade,e quando se há essa observação não são planejadas finalidades com intenção de modifica-la.O planejamento possibilita a mudança entre a parte teórica-metodológica, mas para isso o educador tem que acreditar nessa possibilidade.
O que pode motivar o docente a crer que uma modificação é necessária? Sobretudo o descontentamento com a situação atual. A necessidade de se ter um senso crítico para avaliar as ocorrências da sociedade que estão ao seu redor.
Mas afinal o que queremos com tudo isso? É reforçar que a escola não pode ser dirigida por órgãos da educação superiores que ditam as normas e exercem o controle burocrático, isso sem o conhecimento do contexto social da escola. Ou seja, deve iniciar pela escola, pela análise do contexto em que está inserida, pela fundamentação teórica, pela projeção das finalidades. Sendo assim, a luta é pela busca da autonomia e qualidade de ensino.
E porque esse projeto deve ser iniciado desse modo? Pois nada adianta ensinar para os alunos algum conteúdo específico se no contexto onde se inserem necessitam de conhecimento sobre educação sexual, ou ainda sobre higiene básica. Além da possibilidade de possuírem carências de diversos âmbitos.
03/10/2018_ Planejamento
* Referência(s): VASCONCELLOS, Celso dos S. Projeto de Ensino-Aprendizagem. In:VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino Aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2012, p. 94 a 115 e 133 a 155.
O Planejamento escolar tem suas diviões: Planejamento Sistema de Educação: É o de maior abrangência, podendo ser de nível nacional, estadual e municipal; Planejamento da Escola: Envolve as dimensões:pedagógica, comunitária e administrativa da escola; Planejamento Curricular: Proposta geral de aprendizagem de todos os anos escolares que serão oferecidas pela escola, é como a espinha dorsal da escola; Projeto de Ensino - Aprendizagem: Corresponde ao projeto de curso e ao plano de aula; Projeto de trabalho: São desenvolvidos na escola por um determinado período, geralmente são interdisciplinares; Planejamento Setorial: Plano dos serviços internos (direção, coordenação, supervisão).
É importante que a realidade seja o ponto de partida para a referência do conhecimento, visando a transformação da realidade. Além do conhecimento dos sujeitos e o seu contexto concreto em que se dá a ação pedagógica. Mas esse conhecimento dos alunos não trata-se sobre a vida íntima de cada um, e sim suas principais características, o que fazem, o que pensam e o que almejam. Cabe ao professor ter total domínio do conteúdo do conhecimento que leciona e também saber o que é realmente relevante dele.
Com a projeção das finalidades busca-se superar a situação atual. Através delas obtemos uma direção de todo o processo educacional, como se fosse um "ponto do futuro". As finalidades envolvem as necessidades, afetos e desejos. Também possibilita a desalienação, pois abre a possibilidade de recuperação da dignidade e o sentido do trabalho, transformando sujeitos e não meros cumpridores de determinações ou repetidores de rotinas.
"A educação escolar é a interação com a realidade através do relacionamento humano no trabalho com o conhecimento e na organização da coletividade. Tem por finalidade colaborar na formação do educando na sua totalidade como cidadão, ser humano. Afim de possibilitar o conhecimento como forma de mediação para o compreender, o usufruir ou o transformar a realidade".
"Ensinamos para auxiliar o aluno a pensar por si mesmo. Conhecer é um processo, não um produto".
O currículo trata da síntese dos elementos culturais (conhecimentos, valores, costumes, crenças, hábitos). As propostas curriculares tratam-se de guias curriculares estaduais ou municipais.
É importante que a escola elabore o seu próprio currículo através de diálogos sobre as orientações dadas, mas levando em consideração a realidade concreta onde está inserida.
"Estabelecer objetivos é ter a habilidade de dialogar o mundo, descobrir o sentido, e devolver à comunidade de forma orgânica, como um convite, um desafio".
O objetivo principal do planejamento é obter um trabalho mais significativo e transformador, tanto na sala de aula, na escola quanto na sociedade.
Mas afinal, qual a importância de ter um planejamento? É almejar algo a ser alcançado, e alcançar através da definição de passos a serem seguidos. Um exemplo é o esquema apresentado abaixo, o qual apresenta a estrutura básica do projeto de ensino segundo Vasconcellos.
O Planejamento escolar tem suas diviões: Planejamento Sistema de Educação: É o de maior abrangência, podendo ser de nível nacional, estadual e municipal; Planejamento da Escola: Envolve as dimensões:pedagógica, comunitária e administrativa da escola; Planejamento Curricular: Proposta geral de aprendizagem de todos os anos escolares que serão oferecidas pela escola, é como a espinha dorsal da escola; Projeto de Ensino - Aprendizagem: Corresponde ao projeto de curso e ao plano de aula; Projeto de trabalho: São desenvolvidos na escola por um determinado período, geralmente são interdisciplinares; Planejamento Setorial: Plano dos serviços internos (direção, coordenação, supervisão).
É importante que a realidade seja o ponto de partida para a referência do conhecimento, visando a transformação da realidade. Além do conhecimento dos sujeitos e o seu contexto concreto em que se dá a ação pedagógica. Mas esse conhecimento dos alunos não trata-se sobre a vida íntima de cada um, e sim suas principais características, o que fazem, o que pensam e o que almejam. Cabe ao professor ter total domínio do conteúdo do conhecimento que leciona e também saber o que é realmente relevante dele.
Com a projeção das finalidades busca-se superar a situação atual. Através delas obtemos uma direção de todo o processo educacional, como se fosse um "ponto do futuro". As finalidades envolvem as necessidades, afetos e desejos. Também possibilita a desalienação, pois abre a possibilidade de recuperação da dignidade e o sentido do trabalho, transformando sujeitos e não meros cumpridores de determinações ou repetidores de rotinas.
"A educação escolar é a interação com a realidade através do relacionamento humano no trabalho com o conhecimento e na organização da coletividade. Tem por finalidade colaborar na formação do educando na sua totalidade como cidadão, ser humano. Afim de possibilitar o conhecimento como forma de mediação para o compreender, o usufruir ou o transformar a realidade".
"Ensinamos para auxiliar o aluno a pensar por si mesmo. Conhecer é um processo, não um produto".
O currículo trata da síntese dos elementos culturais (conhecimentos, valores, costumes, crenças, hábitos). As propostas curriculares tratam-se de guias curriculares estaduais ou municipais.
É importante que a escola elabore o seu próprio currículo através de diálogos sobre as orientações dadas, mas levando em consideração a realidade concreta onde está inserida.
"Estabelecer objetivos é ter a habilidade de dialogar o mundo, descobrir o sentido, e devolver à comunidade de forma orgânica, como um convite, um desafio".
O objetivo principal do planejamento é obter um trabalho mais significativo e transformador, tanto na sala de aula, na escola quanto na sociedade.
Mas afinal, qual a importância de ter um planejamento? É almejar algo a ser alcançado, e alcançar através da definição de passos a serem seguidos. Um exemplo é o esquema apresentado abaixo, o qual apresenta a estrutura básica do projeto de ensino segundo Vasconcellos.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Apresentação
Meu
nome é Amanda de Almeida Martins, tenho 20 anos, moro em Vacaria-RS
e, atualmente sou graduanda do curso de Licenciatura em Ciências
Biológicas pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul Campus
Vacaria.
Durante
o ensino médio realizei cursos profissionalizantes como o jovem
aprendiz para trabalhar como assistente administrativo em uma
farmácia, mas não pude concluir pois ingressei no curso técnico em
agropecuária do IFRS, do qual obtive diversas experiências e
conhecimentos que permitiram-me obter uma visão diferente sobre os
aspectos gerais do ensino.
A
escolha da graduação foi graças a diversidade de trabalho nesta
área. Inicialmente pretendia cursa biomedicina, mas optei pelo curso
pela ligação que este tem com o anterior e além de disponibilizar a
docência.
Iniciei
recentemente o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência. Quanto ao Pibid espero ter experiência na área da
docência, além de auxiliar na modificação da realidade da escola
e da comunidade onde estamos atuando.
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