sábado, 4 de maio de 2019

04/05/2019_ Resenha Artigo: O Futuro da educação em uma sociedade do conhecimento


O futuro da educação em uma sociedade do conhecimento: o argumento radical em defesa de um currículo centrado em disciplinas

YOUNG, Michael. Universidade de Londres.

O artigo defende um currículo formado por disciplinas. Discute sobre o papel do conhecimento na educação, como ele impacta a vida dos jovens e como ele é visto como algo incapaz de ser questionável. Cita-se que se realmente queremos dar sentido à educação na sociedade do conhecimento devemos focar no conhecimento ao invés do aprendiz, ou seja, o aluno.   
Na continuidade é abordada a reforma que ocorreu na Inglaterra por volta do ano de 2008. A qual ocorreu devido ao grande índice de evasão dos discentes, e com isso houve a necessidade de reformular o currículo. Analisa-se que houve uma aposta no currículo reformado para resolver os problemas econômicos e sociais. Porém a raiz desses problemas não está na escola, o que não garante que eles sejam sanados. A reestruturação da grade curricular, a qual se baseou em um objeto motivacional para despertar o interesse de aprender pelos alunos.
O autor realiza uma crítica incoerente quanto à união do currículo e da disciplina, em que um cabe aos formuladores de currículos e outro aos professores. E está aí um grande problema encontrado atualmente, pois a realidade de alguns alunos não permite ou não condiz com o que é proposto. Por exemplo, não adianta lecionar assuntos complexos de química ou física se os alunos de determinada comunidade não possuem conhecimentos básicos importantes de higiene ou educação sexual.  Ou seja, não se trata de focar no currículo como meio de motivação dos alunos, nem como ferramenta para resolver os problemas sociais e econômicos. Mas sim, para o desenvolvimento intelectual dos alunos, e este deve ser flexível de sociedade para sociedade. E ainda, possibilitar meios para que o indivíduo se torne crítico e não somente detenha do domínio do conhecimento sem poder questioná-lo e discutir sobre ele.
Outro argumento apresentado é sobre trabalhar com objetos de estudo e não com locais em que se obteve uma experiência. Neste caso é utilizado o exemplo da cidade de Londres. Na qual Londres onde os alunos moram não pode ser relacionada com o município estudado em geografia. E isto é totalmente inconsistente porque não há coimo apagar da memória tudo o que você adquiriu de experiências e aprendizados de geografia apenas por observar a cidade que reside. Mas este contato deve servir como uma ponte de ligação entre o que você sabe e o que ainda irá aprender.